

Vamos subir a montanha?
Ali onde o vento penteia as pedras e os rios conversam com as árvores, o corpo também aprende a escutar. É onde a gente pesquisa o movimento, mas sem régua, sem meta, sem moldura. O corpo como bicho, como planta, como matéria sensível que se move com o mundo e não contra ele. Uma dança que não busca forma. Nada de platéia, nada de pose. Só escuta, tato, relação e um tanto de silêncio bonito.
A 12ª edição do Contact in Natura celebra mais uma vez o estado de presença, a escuta ampliada e a potência do encontro. Ao longo desses 12 anos, afirmamos um espaço de pesquisa do movimento e do corpo na natureza — não como cenário, mas como ambiente que também nos atravessa, nos move, nos afeta.
Tínhamos pensado em mudar a data de realização do festival, mas, atendendo a vários pedidos e surpreendendo a nós mesmas, vamos seguir no mesmo período do ano, afinal já somos parte do calendário mundial e queremos seguir somando com essa experiência transformadora. Em compensação, este ano estamos experimentando algumas outras mudanças interessantes!
Este é um convite a um mergulho profundo para abrir espaço a novas formas de habitar a si e o mundo.
Vem com a gente!
No Capão, o formato será o mesmo: intensivo, aulas e jams – mas esse ano vamos experimentar uma duração diferente, um pouquinho mais compacta para que mais pessoas possam se dedicar a desfrutar da experiência completa do festival.

Outra novidade é que vamos fazer em um local diferente! Vamos dançar na Reserva Ruka Rumi, no inspirador salão do Templo Norte, lugar de arte por natureza e de comunhão com a família. Em frente ao cartão postal do vale, nos reuniremos para mergulhar no universo do Contato Improvisação, com estrutura, presença e profundidade.
É tempo de abrir as portas do corpo, criar conexões, e fortalecer a escuta. De afinar a atenção, trabalhar as intenções e explorar possibilidades a partir de um lugar sensível e vivo, em conexão com o entorno deslumbrante.
Tempo de atravessar a paisagem e ser atravessado por ela. Aqui há experiência, natureza bruta e tempo dilatado. O corpo é chamado a se integrar ao ambiente, este impressionante Parque Nacional no coração da Bahia — e a pesquisa se faz também nos gestos mais simples: andar, respirar, estar.
É abrir espaço para habitar a quietude, a vertigem, o deslumbre. Um tempo em que o corpo se dissolve na paisagem e a dança já não se distingue da caminhada, da queda d’água, do som dos passos na trilha. No Vale do Pati, tudo vira matéria de escuta. A imensidão do lugar afina o movimento, desarma as certezas e convida à presença mais radical.
Aqui não se chega de carro. Não se chega com pressa. O corpo precisa caminhar para acessar esse tempo. E, ao fazer isso, algo já se transforma. A Travessia do Pati é o aprofundamento da experiência — um tempo suspenso para dissolver as bordas, escutar os poros, habitar o intervalo entre gesto e respiração em sua forma mais essencial. Existir de forma disponível, permeável, viva, como um ser que se relaciona com o mundo.
Migue Burkart Noe é terapeuta taoísta integral, homem medicina, pai, servidor da Mensagem da Água. Licenciado em Psicologia pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Especializou-se em Subjetividade Contemporânea no Estúdio LWZ. É discípulo do Mestre Liu Ming, com quem se formou em diversas áreas da sabedoria taoísta: Kung Fu Interno, Medicina Chinesa, Bazi (astrologia) e I Ching. É pesquisador da Medicina da Água. Autor do livro "Danza Cardumen. El mensaje del agua" (2019), que investiga a reprogramação relacional, a intersecção entre a cura individual e a transformação coletiva através da intersecção entre arte, magia e política.
Criador e coordenador (com Mariela Alvarez) do projeto "Danza Cardumen, um laboratório de pesquisa em dança aquática". Juntamente com Brian Corin, ele coordena o projeto "Chiagua Unidad Origen", uma investigação coletiva sobre a integração do ser por meio da articulação de práticas taoístas e medicina aquática.
Veja a proposta:
Karin Flores é uma mulher afroindígena e pesquisadora do movimento há 17 anos.
Facilita Contato Improvisação desde 2013, em festivais e encontros no Brasil e no exterior.
Desde 2010, dedica-se ao campo da sexualidade consciente e práticas de sensibilização do corpo. É terapeuta somática, em formação pelo método Somatic Experiencing, com experiência na abordagem de traumas e no desenvolvimento pessoal.
Atua como bodyworker, criando vivências que exploram a escuta, o toque, o erotismo e a potência do corpo. Organizadora do Touch & Play Brasil, facilita retiros e festivais internacionais como Eros Supernova e Sexsibility.
Seu trabalho integra CI, somática e sexualidade, tecendo caminhos de transformação através do corpo, da presença e da sensibilidade.
Veja a proposta:

Queremos experimentar, durante alguns dias, outras formas de estar juntos. Então este ano não vamos ter uma equipe de ajudantes, pois não queremos mais reproduzir a lógica onde quem tem mais dinheiro é servido e quem tem menos precisa trabalhar para poder participar. A proposta é que todos participem dos cuidados que fazem o festival acontecer. Exatamente como fazíamos nas primeiras edições deste evento, como uma família.
Cozinha, limpeza, organização e manutenção dos espaços comuns serão responsabilidades compartilhadas. A proposta é horizontal e organizada: existe uma coordenação que cuida da estrutura, dos cardápios e da segurança alimentar, enquanto o trabalho cotidiano é compartilhado por todos. Igualdade e unidade entre os participantes, para uma convivência harmônica e sustentável. Assim, ninguém é apenas consumidor da experiência. Cada pessoa participa da construção da comunidade que a alimenta.
Com isso, conseguimos fazer alguma redução no valor da inscrição, na intenção de que todas as pessoas que queiram, possam participar. Mas como as realidades são muitas, sabemos que mesmo assim, para algumas pessoas este valor ainda pode ser desafiador. Por conta disso, criamos a Caixinha da Abundância: um fundo coletivo destinado a oferecer descontos para pessoas que desejam viver o festival, mas que, neste momento, não podem arcar integralmente com o valor da inscrição.
Quem pode, contribui um pouco mais, quem precisa, recebe apoio. Assim, a abundância circula, criando espaço para que diferentes pessoas possam chegar e fazer parte desta realidade.
Porque comunidade também é isso: compartilhar a abundância e dividir o cuidado.
07 a 11 de janeiro 2027
Inclui 5 dias de alimentação
e espaço para camping ou para colchonete.
1⁰ lote – 5 primeiros inscritos: R$ 1600
2⁰ lote – até 15/10: R$ 1800
3⁰ lote – a partir de 16/10: R$ 2000
12 a 17 de janeiro 2027
Inclui 6 dias de alimentação
e de hospedagem em quartos compartilhados
1⁰ lote – 5 primeiros inscritos: R$ 2100
2⁰ lote – até 15/10: R$ 2300
3⁰ lote – a partir de 16/10: R$ 2500
07 a 17 de janeiro 2027 ( 11 dias )
1⁰ lote – primeiros 5 inscritos: R$ 3600
2⁰ lote – até 15/10: R$ 3900
3⁰ lote – a partir de 16/10: R$ 4300
Na etapa Práticas no Capão, haverá área para camping e para quem não tiver barraca, o salão do Templo também estará disponível para dormir, sabendo que temos atividades de manhã cedo e jams até as 22h. Você deve trazer seu colchonete, saco de dormir e tudo mais que você precisa para ficar confortável.
Na Travessia do Pati, todo o grupo ficará hospedado em quartos compartilhados nas casas de apoio aos visitantes.
Caeté Açú, também conhecido como Vale do Capão, fica no município de Palmeiras, Chapada Diamantina – Bahia.
Se você não está de carro, você deve pegar um avião ou um ônibus para Salvador da Bahia (SSA).
Para chegar neste bendito lugar chamado Bahia, você deve pegar um avião para Salvador da Bahia (SSA).
Se você vem para a etapa Capão e/ou Pati, você deve vir ao Vale do Capão, e para isso existem 2 opções:
– A opção mais econômica é pegar o ônibus desde Salvador para Palmeiras e de lá uma van para o Vale do Capão. Os ônibus de 8h e de 23h chegam em horários que se encontra facilmente transportes coletivos que levam diretamente ao Capão. É só descer do ônibus em Palmeiras e você terá as Van/Camionetes esperando.
– A outra opção é seguir de avião desde Salvador, pegando outro voo até Lençóis (LEC) e do aeroporto pegar um táxi até o Vale do Capão.
Sim, você pode participar só da etapa Capão ou da etapa Pati.
Idealização e Realização: Julia Limaverde
Comunicação e Nutrição: Amatista Sofia
Produção e Logística: Jan Cathalá
Fotografias e vídeos: Marina Wang, Paz da Mata, Karina Fabrício, Jan Cathalá, Amatista Sofia, Geraldin Acevedo, Eli Hill, Maria de Los Angeles, Carlos Gavina, Sasha Bezrodnova, Julia Limaverde, Eugene Dymohod, Joana Shroeder, Ciro Becker, Felipe Godoi, Olya Glotka, Marina Sekacheva.
Como nutrir a sensibilidade da nossa dança a partir dos conhecimentos corporais do Taoismo? Há milênios, a sabedoria taoista investiga profundamente os ciclos da vida e do universo através do corpo. Essa tradição, originária da antiga China, desenvolveu uma linguagem simbólica que une o ser humano à totalidade cósmica — o yin-yang e os 5 elementos — expressando os ciclos da natureza e os fluxos sutis do corpo.
Neste seminário, propomos um encontro criativo entre o Kung Fu Interno Taoista e o contato improvisação. Exploraremos princípios essenciais das artes marciais internas como ferramentas para o movimento, o refinamento da percepção e a expansão da consciência.
Vamos abordar a relação yin-yang no corpo: o criativo e o receptivo; mente e corpo; matéria e energia; ação e escuta; cheio e vazio. Além de trazer informações sobre as 4 chaves do Kung Fu Interno Taoista, os 5 elementos: circulação, vibração, movimento e textura do toque, e o direcionamento da energia através da intenção.
Vamos navegar pela linguagem do CI para investigar a fisicalidade, o prazer do movimento e os caminhos que surgem quando dançamos juntes.
O consentimento é a ferramenta que nos permite navegar essa dança em que limites e contornos podem ser sutis, ajudando a perceber: o que quero agora? Onde está meu limite? Como expresso um “sim” ou “não” na dança?
A prática nos convida a sentir o prazer do encontro com outros corpos, trazendo estalos de percepção sobre si mesme e sobre outres.
Brindo uma perspectiva somática, em que a escuta do corpo guia relações mais conscientes, permitindo experimentar tanto a liberdade do movimento quanto a clareza nos acordos.
É um convite para investigar, de forma viva e sensível: É possivel dançar com prazer, presença e clareza? Como expressar meus desejos e limites? O que nasce quando corpo e consentimento se encontram na improvisação?

CoMover e
Contact in Natura
inscrições abertas

CoMover e
Contact in Natura
inscrições abertas


Estão abertas as inscrições para o CoMover – Somáticas Aquáticas, que acontecerá na Praia de Moreré – Bahia, de 07 a 13 de dezembro de 2026, antes do Contact in Natura Festival.
O CoMover nasceu como um pós-festival do Contact In Natura (CiN), um movimento dedicado à criação de experiências de autoconhecimento, arte, natureza, cuidado, movimento e conexão humana através de encontros imersivos em ambientes naturais.
Agora afirmamos esse encontro de estudos do movimento na água como um evento independente, mas com a data próxima ao Festival — para dar tempo de respirar.
Se você tiver interesse em participar de ambos os eventos, entre em contato com a produção para se informar de pacotes promocionais.
